Após diversas investigações, a Polícia Civil de Vacaria chegou ao homem que assombrou a cidade, cometendo série de estupros contra mulheres, especialmente idosas. A prisão foi feita na quinta-feira (14)

Somente em 2018 ocorreram nove casos com mesmo modo de ação. Segundo a polícia, número que extrapola em muito a incidência histórica desse tipo de crime, que é hediondo, de extrema gravidade. Também havia dois casos em aberto, um de 2014 e um de 2015.

O criminoso agia sempre da mesma forma, ingressava em residências onde moravam idosas ou mulheres com algum tipo de especialidade, as quais moravam sozinhas, e cometia violência sexual e física.

Pela surpresa das investidas, por acontecer no escuro e em razão de ameaças e violência, as vítimas não conseguiam ver o rosto do criminoso.

A maioria dos casos ocorreu na zona Sudeste de Vacaria, Bairros Fátima, Cristal, Planalto, Jardim Toscano, Petrópolis, essencialmente residenciais, de classe média, em horários que variaram entre 01h e às 05h da madrugada.

A escolha das vítimas, a violência, os meios de ingresso, os horários e a região da cidade onde os fatos aconteciam revelavam que um maníaco desconhecido estava agindo.

As vítimas, com idades de 65, 83, 78, 52, 67 e outras próximo há 50 anos, eram atendidas no hospital e encaminhadas ao Hospital Geral em Caxias do Sul para protocolo específico de vítimas de violência, como uso do coquetel anti-HIV.

A Polícia Civil obteve uma imagem de câmera de monitoramento em uma residência próxima a um dos locais. O criminoso estacionou uma bicicleta barra circular, pulou uma cerca de ferro, alta e ingressou na casa. Surgiu ali um dado novo: a bicicleta.

Os crimes foram apurados com prioridade pelo Posto Policial Para a Mulher de Vacaria, cujo responsável é o Delegado Vitor Fernando Boff, priorizavam as investigações, que eram silenciosas, mas ininterruptas.

Uma Força Tarefa foi criada pela Delegacia Regional de Vacaria, composta pelas policiais do Posto Policial Para a Mulher e agentes da DP e DPCA.

Ao todo dezesseis homens foram investigados, com inquirições, fotografias, checagem de álibi, de vida pregressa, entre outros. Material genético foi obtido de vários desses suspeitos para exame comparativo de DNA, mas os resultados eram sempre negativos ao das vítimas.

A sequencia de crimes impressionava a polícia. Enquanto um era investigado outros iam acontecendo. O criminoso desafiava os policiais, repetindo seus crimes.

Traumatizadas e constrangidas, nem todas as vítimas procuravam a polícia após ocorrerem os crimes, somente tempos depois, e isso prejudicou algumas investigações.

 

Em Janeiro de 2019, os investigadores chegaram a um dos 16 investigados, encontrando em sua página no Facebook a sugestiva participação em um grupo ?Mulheres Maduras de Curitiba e Região Metropolitana?. Esse suspeito possuía um antecedente por ato obsceno.

Tratava-se de um pintor, que também realizava trabalhos de jardinagem, morava no Bairro São José, em Vacaria. E tinha uma bicicleta semelhante àquela da imagem.

Ele igual a outros suspeitos, teve material de DNA coletado.

Exames realizados no Laboratório de Genética Forense, a pedido da Polícia Civil, enfim revelava o criminoso.

Os exames encontraram seu material genético em seis vítimas estupradas em 2018.

O Banco de dados do Laboratório de Genética Forense do Instituto Geral de Perícias comprovou também que ele fora autor dos dois casos antigos, um em 2014 e outro em 2015.

1. Uma idosa de 65 anos, Bairro Vila Gaúcha em 2014.

2. Uma mulher de 47 anos, Bairro Petrópolis, em 2015.

3. Uma idosa de 83 anos, Bairro Jardim Toscano, em setembro 2018.

4. Uma idosa de 78 anos, Bairro Cristal, em setembro 2018.

5. A filha da mulher acima, de 52 anos, Bairro Cristal, em agosto 2018.

6. Uma idosa de 67 anos, em dezembro de 2018, bairro Planalto.

7. Uma mulher de 52 anos, Bairro Vista Alegre, em outubro de 2018.

8. Uma senhora de 60 anos, Bairro Jardim América, em dezembro de 2018.

A Polícia Civil tem total convicção de que mais três casos de 2018 foram praticados por ele, mas a demora com que as vítimas procuraram a Polícia prejudicou a coleta de provas.

A prisão preventiva de Luiz Augusto de Oliveira Fonseca foi solicitada pelo Delegado Vitor Fernando Boff, e decretada pela DRA Anelise Boeira Varaschin Mariano da Rocha, da 2ª Vara Criminal de Vacaria.

Mas nesse meio tempo, o criminoso desapareceu de Vacaria. Informações davam conta que estaria em Palhoça-SC. Por duas vezes, os policiais estiveram perto de prendê-lo na cidade da região metropolitana catarinense, mas ele conseguia se esquivar, contando com a dificuldade de ação da polícia num populoso bairro daquela cidade.

No início da tarde desta quinta-feira (14), segundo dia de nova missão realizada pelos Policiais da Força Tarefa de Vacaria, finalmente o homem foi encontrado e preso.

Luiz Augusto passou a noite na carceragem da Polícia Civil de Santa Catarina, até os trâmites legais, e nesta sexta-feira (15) será trazido para Vacaria.

Luiz Augusto de Oliveira Fonseca, 42 anos, é natural de Vacaria, foi investigado e preso pelas Inspetoras de Polícia do Posto Policial Para a Mulher.

Fonte: Ronei Marcilio (Jornalista-Reg. Nº 17.967/RS MTE) – Grupo Solaris

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